maiunse · Trilhas de aprendizado

Como estudar Saju

Dos troncos e ramos aos ciclos de sorte, em ordem

O saju é cheio de termos pouco familiares e é fácil não saber por onde começar. Respeitando a ordem, porém, é mais simples do que parece: ler os caracteres, depois as relações entre eles, depois o fluxo do tempo. Essas três etapas bastam para ler o próprio mapa. Percorra-as abaixo. Não é preciso ler tudo de uma vez. Mantenha o próprio mapa aberto em cada etapa e procure nos seus oito caracteres o que o artigo descreve: fixa muito mais depressa assim.

Etapa 1 · Ler os caracteres

O saju traduz seu ano, mês, dia e hora de nascimento em oito caracteres. Comece pelo que são esses caracteres e como ficam fixados. Ao acrescentar os termos solares e o pilar da hora, você levanta seu mapa com exatidão.

Etapa 2 · Ver as relações

Lidos os caracteres, vêm as relações. Os Dez Deuses dizem que papel cada caractere cumpre para você; as combinações e choques, como eles se atraem e colidem. Desta etapa sai a maior parte da interpretação.

Etapa 3 · Ler o fluxo do tempo

Vista a herança de nascimento, falta o tempo. O yongsin nomeia o que você precisa; os ciclos maiores e anuais mostram quando chega. Chegando aqui, você mesmo responde "como será este ano".

Ao terminar este percurso você consegue levantar o próprio mapa, ler as relações entre seus caracteres pelos Dez Deuses e pelas combinações e choques, e calibrar o ano corrente pelos ciclos de sorte. A segunda etapa é onde quase todos empacam: os Dez Deuses são dez nomes e decorá-los cansa, então trabalhe primeiro com os que de fato aparecem no seu mapa. O elemento útil é um ponto em que as autoridades divergem e cada livro dirá uma coisa. Acompanhar por que se lê assim serve mais do que caçar uma única resposta certa.

Quando pode mudar a ordem

Se já sabe montar o seu próprio mapa, pode saltar a primeira etapa e começar pela segunda. Convém, ainda assim, confirmar duas coisas antes de avançar: que o mês é cortado pelos termos solares e não pelo calendário, e que o pilar da hora abrange duas horas seguidas. Ambas ficam pressupostas o tempo todo mais adiante. Se não sabe a sua hora de nascimento, leia o artigo sobre o pilar horário mas não o aplique ao seu mapa. Uma hora errada não avisa que o é; limita-se a mudar a leitura em silêncio.

O que costuma ser mal entendido

Ouve-se muitas vezes que sem a hora de nascimento não se lê um mapa. Não é assim. Os pilares do ano, do mês e do dia deixam muitíssimo por ler, e a maior parte deste percurso segue-se sem a hora. O outro mal-entendido frequente é o de que faltar um elemento seja um defeito. É até raro que os cinco elementos se distribuam por igual por oito caracteres, e o que falta é uma pista sobre com que tem vindo a preencher esse lugar, não um veredicto sobre a sua vida.

O que este percurso não abrange

Esta ordem aponta a que o leitor chegue a ler o seu próprio mapa sozinho. As aplicações, como comparar dois mapas para ver a compatibilidade, escolher uma data propícia ou dar um nome, não são tratadas aqui. Como se determina o elemento útil é além disso um ponto em que as escolas divergem de facto, e este percurso apresenta apenas uma dessas leituras. Se outro livro disser coisa diferente, não está errado: olha de outro lugar, e seguir por que olha assim é o exercício mais proveitoso.

Ponha à prova o que aprendeu